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Saúde e beleza menor preço!

PLANTAS TÓXICAS

Extraído de: http://www.saudinha.com sob o título de "Suave veneno"

No dia 16 de Agosto de 2006, uma simples experiência entre amigos terminou da pior forma possível: em tragédia. Três rapazes, na idade da inocência, ingeriram o vulgo "chá-do-diabo" e um deles foi traído pelo veneno da trombeteira, acabando por falecer.
A ocorrência trouxe a público a questão das plantas tóxicas, cujo debate é urgente.A trombeteira não é a única planta letal. As mortíferas proliferam em qualquer canto, a povoar um jardim, indiferentes ao perigo que representam.Uma reportagem inserta na edição on-line do Portugal Diário dá conta de uma lista de plantas que matam. São poucas, efectivamente, mas as que matam fazem-no sem dó nem piedade.As não letais têm efeitos secundários quando ingeridas em excesso, especialmente através de chá. Foi o que aconteceu naquela tarde. Um dos jovens acabou por falecer! Os restantes tiveram de receber tratamento hospital.Os sintomas provocados por muitas das plantas vão desde uma valente dor de barriga, náuseas ou confusão mental.Ainda de acordo com a referida reportagem, publicada pelo Portugal Diário, os humanos necessitam de aprender quais as plantas que são comestíveis e, necessitam também de ter conhecimento referente ao perigo que está por detrás da mais bela flor.A trombeteira (brugmansia), a beladona (atropa belladona), a dedaleira (digitalis purpurea) ou o acónito (aconitum napellus) são alguns dos exemplos de plantas compostas por veneno.Numa consulta rápida pela internet é imensa a lista de plantas mortíferas a evitar. O curioso é que a informação não passa do espaço cibernético.O tema só figura nos jornais, depois de ter acontecido a tragédia com o o rapaz de 15 anos. Nessa altura, os especialistas vieram alertar para o perigo que estas flores representam.

ALERTAS SEMPRE NECESSÁRIOSOs cientistas e estudiosos defendem sempre: as plantas existem para dar beleza a um espaço. Se não se conhece a planta, estuda-se e não se prova.A ideia, por mais minimalista que seja, é defendida a cada vez que as plantas fazem uma vítima.Seja por curiosidade, seja por desconhecimento, só nos Estados Unidos, morrem anualmente cerca de 100 mil pessoas, segundo dados da Food and Drug Administration (FDA). No Brasil, levantamentos da Organização Mundial de Saúde (OMS) dão conta da ocorrência de 2 mil casos de envenenamento por ano.Em Portugal os dados ainda não foram dados a conhecer mas o mais recente aconteceu naquela fatídica quarta-feira.As plantas curam as pessoas desde os primórdios. O homem quis estar em vantagem à natureza e conseguiu fazer com que as plantas tivessem um fim terapêutico.Como qualquer medicamento, aparecem os efeitos indesejados. Primeiro sofrimento lento e depois morte (que pode ser provocada ou por paragem respiratória ou cardíaca).
A REVISTA apresentou algumas das plantas mortais, com toxinas venenosas que podem matar quem entrar em contacto com elas.Apesar das tentativas, não dá para fazer um ranking incontestável das mais venenosas. Primeiro, porque o efeito da toxina varia muito de pessoa para pessoa - as vítimas mais resistentes podem ter apenas vómitos ou outras reacções menos pesadas; as mais fracas podem morrer.Segundo, porque a quantidade de veneno capaz de causar problemas ao ser humano muda de planta para planta.E terceiro, porque existem várias formas de contágio: comendo a planta, tendo contacto pela pele e até cheirando o perfume que ela exala. Todas as plantas referidas são consideradas venenosas e chegam a causar acidentes domésticos.As principais vítimas são as crianças, que costumam achar saborosas as plantas. Algumas delas, ao mastigar ferem a boca e a faringe, com o veneno, provocando um inchaço que impede a passagem de ar e causa morte por asfixia.A morte pode ser evitada se toda a comunidade estiver ciente de que plantas desconhecidas podem matar. O melhor é evitar que as crianças se deixem ludibriar pela cor e formato da planta.

ACÓNITOO acónito (aconitum napellus) é uma planta com flores parecidas com a dedaleira, mas de cor azul, e é relativamente frequente em Portugal. Numa dose superior à recomendada, o veneno mata por paralisia respiratória. Mas com prescrição, a planta é usada nas afecções respiratórias (sobretudo na asma e no tratamento da tosse), nas nevralgias e nas dores reumáticas.

BELADONAA beladona (atropa belladona) tem folhas lanceoladas com bagas vermelhas, semelhantes às do azevinho. O veneno da beladona está nas bagas e não é preciso comer muitas, explicou um especialista, em declarações ao Portugal Diário.Em quantidades estudadas, é usada no tratamento da tosse espástica, tosse convulsa, bronquite asmática, úlceras gastroduodenais, espasmos gastro-intentinais e cólicas biliares. As bagas, extremamente tóxicas, quando ingeridas, mesmo em pequenas quantidades, são mortais. Os sintomas começam por revelar-se pela secura da boca, retenção de urina, obstipação, alucinações e, finalmente, a morte, por paragem cardíaca.

CICUTA/CANELA/CAMOMILAA Cicuta (Conium Maculatum), é uma planta da família das umbelíferas, muito frequentes em Portugal. Usada actualmente no tratamento das doenças neoplásticas, foi, durante muito tempo, empregue como sedativo, analgésico e antiespasmódico. As doses terapêuticas são usadas com êxito nas nevralgias do trigémeo. Devido à sua configuração é fácil confundi-la com aipo, o endro, o funcho, a salsa e a rama da cenoura. É um veneno violento, que actua sobre o sistema neuro-muscular. Pode causar a morte por paralisia respiratória.O Chá de Canela, em grande quantidade, pode causar deformação do feto, como é natural só aplicável às mulheres grávidas.A Camomila pode interferir em tratamento radiológico do cancro.

CÓLQUICOO Cólquico (Colchicum autumnale) é uma erva da família das liliáceas, frequente em Portugal, com características de "bela flor" de cor rosa que aparece em Outubro/Novembro.É, desde há séculos, medicamento de primeira escolha no tratamento das crises de gota, sendo também ultimamente usado no tratamento das doenças neoplásicas.É uma planta muitíssimo tóxica, nunca devendo ser levadas as suas flores à boca e, de preferência, deve ser colhida com luvas, por pessoas competentes.O veneno actua por intoxicação celular e manifesta-se apenas algumas horas após a ingestão da planta com irritação e sensação de queimadura no tubo digestivo, sede, náuseas e vómitos.Após mais algumas horas instala-se uma síndroma semelhante às manifestações da cólera seguido de morte por colapso circulatório e paragem respiratória.

DEDALEIRAA Dedaleira (digitalis purpurea) é uma flor arroxeada em forma de dedal, em cachos, e que pode chegar a ter um metro de altura, apontada como perigosa.É comum desabrochar na Primavera e permanece durante todo o Verão. É compostas por numerosos cardiotónicos como a digitalina, digoxina e digitoxina. É uma planta que cresce de Norte a Sul do país e que, em doses elevadas, pode causar fibrilação cardíaca.

ESPIRRADEIRAA Espirradeira (Nerium oleander L.) é usada, em especial no Brasil, para provocar aborto. Segundo um dos muitos sites alojados na internet, basta apenas meia folha. Uma quantidade maior pode provocar paragem cardíaca.O uso por tempo indeterminado pode ser altamente prejudicial. A mistura aleatória é uma faca de dois gumes.

LOENDROOutras plantas muito comuns, usadas nos separadores das auto-estradas, também são venenosas, mas não mortais. A Nerium Oleander (vulgarmente conhecidas por loendro ou adelfas) pode provocar mal-estar.

Dois litros de água e uma grande polêmica

 
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Nutricionista australiano defende que o incentivo a um consumo mínimo do líquido é, na verdade, uma estratégia da indústria que engarrafa o produto. Segundo o pesquisador, frutas, verduras e legumes também fornecem os fluidos necessários para o bom funcionamento do corpo
Marcela Ulhoa
Publicação: 19/06/2012 04:00

Beber pelo menos 2l de água por dia é realmente necessário ou alarmismo? Um estudo da Universidade La Trobe, da Austrália, sugere que a campanha para o alto consumo do líquido está muito mais ligada aos interesses de empresas que vendem o produto engarrafado do que a uma preocupação com a saúde pública. Responsável pela pesquisa, o nutricionista Spero Tsindos afirma que as conhecidas recomendações que defendem o consumo de oito copos de líquidos por dia foram mal interpretadas intencionalmente, de forma a colocar a água como a principal, e mesmo a única, responsável pela hidratação do corpo. Segundo o pesquisador, os alimentos com alto teor de água têm um papel muito mais importante do que se imagina, sendo a melhor opção, inclusive, para quem quer emagrecer. A tese defendida pelo nutricionista é polêmica e criou um rebuliço entre especialistas.
Para o médico ortomolecular Ícaro Alcântara, a defesa de Tsindos é um contrassenso. “Se a indústria de água engarrafada quer o maior consumo de água, existe uma enorme indústria da doença interessada em que as pessoas se cuidem cada vez menos para que elas possam lucrar em cima dos problemas de saúde”. Segundo Alcântara, a baixa ingestão da água é responsável pelo desenvolvimento de inúmeras doenças, como a cefaleia, a constipação intestinal e problemas relacionados ao ressecamento da pele e dos olhos.
O médico ainda defende ser essencial que um adulto consuma aproximadamente três litros de água durante o dia. “Essa média é calculada para uma pessoa com 60 quilos que vive no nível do mar. Considerando as pessoass que vivem em cidades muito acima do nível do mar, como Brasília, que está mil metros acima do nível do mar e submetido a uma umidade relativa do ar muito baixa, o que requer um consumo maior de água”, alerta. Segundo ele, a necessidade de líquido varia também de acordo com a taxa de atividade física de cada pessoa. “Todas as trocas de nosso corpo precisam da molécula de água para acontecer. A água hidrata, lubrifica, aquece, transporta nutrientes, elimina toxinas e repõe energia.”

Estudo no Saara Para auxiliá-lo em suas conclusões, Tsindos utiliza-se de uma etnografia realizada em 1976 pelo antropólogo Claude Paque sobre o consumo de água entre povos nômades do Deserto do Saara. Em tal estudo, foi constatado que as etnias africanas ingeriam metade da proporção do líquido consumida pelos europeus, e isso tudo em um ambiente infinitamente mais severo. “Não há nenhuma evidência para apoiar a crença dos oito copos de água por dia, mas há evidências de que um adulto saudável pode viver com muito menos”, defende Tsindos em entrevista ao Estado de Minas. Para ele, o “exagero” encontra explicação na rentável indústria da água mineral engarrafada, um dos mercados que mais cresce no mundo. No Brasil, por exemplo, a taxa aproxima-se dos 10% ao ano. “Há 30 anos, você não via uma garrafa de água em nenhum lugar. Agora, elas aparecem como um acessório fashion”, critica o nutricionista.
De acordo com Carlos Alberto Lancia, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Água Mineral (Abinam), o crescimento do setor está relacionado a hábitos mais saudáveis dos brasileiros, que têm, cada vez mais, buscado diminuir a presença dos refrigerantes nas refeições. “A indústria de água mineral é uma das que mais cresce no Brasil porque as pessoas querem um produto natural. Quanto mais você aumenta a cultura do país, mais você vai ter consumidores de água”, defende. Segundo o geólogo, a média de consumo de água no Brasil é de 40l per capita por ano, enquanto a europeia é de 180l.
Em seu artigo, Tsindos relata os resultados da Pesquisa Nacional de Nutrição realizada na Austrália em 1995, um levantamento detalhado que procurou determinar o que os australianos saudáveis comiam e bebiam. Os números finais indicaram uma ingestão de 2,8 litros de fluidos por dia para as mulheres adultas e 3,4 litros para os homens adultos, total que incluía a água encontrada em alimentos e bebidas. Entre as últimas, estavam não só a água pura, mas também a disponível em chás, cafés, sucos, dentre outros. “Os humanos precisam manter um balanço de fluidos no organismo e beber água quando o corpo requer, mas, além disso, precisam considerar o líquido presente nos sucos, nas frutas e nos vegetais não processados”, defende Tsindos.
A nutricionista Fernanda Bassan ressalta que, para que os líquidos sejam incluídos de forma saudável à alimentação, é preciso evitar bebidas com açúcar, sucos artificiais e refrigerantes, inclusive os dietéticos. “Esses fluidos até podem contribuir para a hidratação, mas não são opções saudáveis para a alimentação. É melhor dar preferência aos sucos naturais, aos chás sem açúcar, à água, à água de coco e às frutas”, explica. Segundo ela, o consumo de frutas in natura é ainda melhor do que o de sucos, para manter o alto teor de fibras, vitaminas e minerais. “Devemos consumir pelo menos três porções de frutas e cinco porções de hortaliças ao dia. Com isso, já temos aproximadamente 500ml de água vindos desses alimentos.” Bassan complementa que, apesar de as frutas e verduras serem os alimentos campeões em teor de água, é possível encontrá-la também em carnes, peixes e pães.

Mito da desidratação
  Na pesquisa desenvolvida pela universidade australiana, outro ponto controverso diz respeito ao momento em que se deve ingerir líquidos. “Existe um mito de que, quando você está com sede, é porque já está desidratado. Isso não é verdade. Seu corpo só está lhe dizendo que é hora de beber. Ele vai absorver a água necessária e remover o resto”, defende Tsindos. Alcântara, entretanto, acredita que beber água de hora em hora, mesmo sem sede, faz parte de ações que visam prevenir possíveis problemas. “É como se você esperasse ter uma cárie para ir ao dentista”, compara o médico ortomolecular.
Além de sua importância em manter o bom funcionamento do corpo, a água é muitas vezes o personagem principal de dietas de redução de peso. Mulheres e homens, em busca do emagrecimento rápido, eliminam drasticamente os alimentos e dão prioridade ao líquido durante vários dias. A pesquisa de Tsindos, entretanto, revelou que a água nos alimentos ingeridos tem maior benefício na redução de peso. “Ela ajuda na perda da fome, mas não é, por si só, a responsável por emagrecer. É preciso combiná-la com um dieta de baixa caloria”, explica. Segundo o pesquisador, a ingestão exagerada de água, além de não ajudar na redução de peso, pode levar à hiponatremia, chegando mesmo à insuficiência cardíaca.
Um diferente ponto de vista, entretanto, é apresentado por Alcântara, que explica o processo de emagrecimento por meio da ação dos três grandes combustíveis do nosso organismo: água, comida e oxigênio. “Se falta um deles, nosso metabolismo diminui. Quem ingere pouca água retém líquido no corpo e acaba engordando. É por isso que a água é importante para quem quer emagrecer, porque é um dos combustíveis para o bom funcionamento do metabolismo”. O médico ainda esclarece que doenças relacionadas ao excesso de água ocorrem somente quando a quantidade ingerida é maior do que a capacidade do rim em filtrá-la e eliminá-la por meio da urina.
Apesar das polêmicas, para Carlos Alberto Lancia, não há nenhuma bebida que possa substituir a água, “o único produto 100% natural”. “A da torneira não é, a do filtro também não. Além disso, a maioria das frutas e verduras tem agrotóxicos. Essa é a realidade. Faça um teste e consuma só a água dos alimentos para perceber a diferença. Existem vários estudos no mundo sobre a água, mas devemos seguir o que é recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde): a ingestão de 2l por dia”, defende.
 
 
 
 

Pesquisa comprova o efeito antiinflamatório dos ômega-3 em atletas

Associadas ao colesterol e conseqüentemente a doenças cardiovasculares, as gorduras sempre foram consideradas vilãs por aqueles que buscam uma alimentação saudável. Mas, como em toda regra, há exceções. As gorduras podem ser divididas basicamente em dois tipos: as saturadas, responsáveis pelo aumento do mau colesterol, e as insaturadas (classificadas como monoinsaturadas e poliinsaturadas), que trazem benefícios à saúde, alguns deles de grande valia para os atletas. É o caso dos ácidos graxos poliinsaturados ômega-3, conhecidos por combater o mau colesterol, e que, segundo pesquisas, também seriam um antiinflamatório natural e um possível coadjuvante para aumento de força e massa muscular. A tese de doutorado iniciada em 2001 na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) pelo professor Leandro Lopez Haidamus, docente de bioquímica da Universidade do Oeste Paulista e mestre em ciência de alimentos pela Universidade Estadual de Londrina (“O Efeito da Suplementação com Ômega-3 na Produção de Mediadores Químicos da Inflamação”) tem por objetivo comprovar o efeito antiinflamatório dos ômega-3 em atletas. Os resultados do estudo apontaram que a suplementação diária de ômega-3 diminui a resposta inflamatória nas lesões musculares, além de acelerar o processo de recuperação. Segundo o professor Haidamus, essa ação se deve ao fato de os ácidos graxos ômega-3, atuarem como inibidores de substâncias químicas produzidas naturalmente pelo organismo humano durante um processo inflamatório. “Eles inibem a produção de algumas substâncias que provocam dor e edema e são responsáveis por ativar o processo de inflamação”, explica. Haidamus diz que com uma suplementação de 3 g diárias de ômega-3, ministrada sem interrupção por um período mínimo de três semanas, há uma diminuição da resposta inflamatória nas microlesões que o atleta sofre durante o esforço físico. “Isso amenizará a dor após os treinos e competições, o que melhorará a recuperação do atleta e, conseqüentemente, sua performance”, comenta, acrescentando que assim pode-se evitar o uso de medicamentos antiinflamatórios e seus efeitos indesejáveis. Além de prevenir lesões, a ação antiinflamatória dos ômega-3 pode trazer outro benefício ao atleta. Ela também favorece o ganho de força e massa muscular, conforme explica Carlos Alexandre Fatt, professor de graduação e pós-graduação da Faculdade de Educação Física da Universidade Federal do Mato Grosso. “O aumento de massa muscular depende de um treinamento intenso que causa inflamação na musculatura. Esse tipo de atividade física provoca pequenas lesões nos músculos, que são recuperadas mais rapidamente com a ação antiinflamatória do ômega-3. É durante essa recuperação que ocorre o aumento de massa muscular, portanto, esse processo contribui para maiores ganhos”, justifica. Em 2001, Carlos defendeu uma tese de mestrado (Suplementação de Ácidos Graxos Ômega-3 ou Triglicerídios de Cadeia Média para Indivíduos em Treinamento de Força) na Universidade Estadual Paulista de Rio Claro, cujos testes realizados acusaram aumento de força e massa muscular em atletas que combinaram treino de musculação para hipertrofia com suplementação de ômega-3. Mas a ação antiinflamatória seria apenas um dos fatores responsáveis por induzir esse crescimento em virtude desses ácidos graxos. “Estudos sugerem que os ômega-3 têm efeito vasodilatador, o que facilita a perfusão de oxigênio e nutrientes do sangue para os tecidos, fornecendo mais energia para o músculo. Esse efeito também está associado ao aumento do GH (Growth Hormone ou Hormônio do Crescimento), que tem a propriedade de estimular o crescimento muscular e redução de gordura”, afirma Fatt, que é doutor em clínica médica pela Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto. Ele lembra ainda que a vasodilatação promove melhora no trabalho cardiovascular e o conseqüente aumento do VO2 máximo, fazendo com que o atleta ganhe mais resistência. AS FONTES Embora essenciais para a saúde, os ácidos graxos ômega-3 não são produzidos pelo organismo humano, mas podem ser encontrados em alguns alimentos, principalmente peixes de águas frias e profundas, como salmão, atum, bacalhau, arenque, cavalinha, sardinha e truta. Mestre em nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Priscila Andrade diz que a recomendação diária para consumo de ômega-3 é de 1 g a 1,8 g. “ Segundo outro estudo publicado no Journal of Physiology. Na pesquisa, uma equipe de cientistas acrescentou o óleo de peixe com ômega 3, ou óleo de oliva à alimentação do gado. Após cinco semanas, os animais que tomaram o ômega 3 mostraram maior sensibilidade à insulina, melhorando o metabolismo das proteínas. Segundo os especialistas, o composto pareceu repor outros ácidos graxos nas células musculares, melhorando sua função. Os especialistas afirmam que os efeitos do ômega 3 também podem ser benéficos para prevenir a perda de massa muscular em idosos e para os atletas que querem ganhar músculos.


Membros do Instituto Científico do Canadá e dos Estados Unidos afirmam que, além do ômega 3, a linhaça contém ainda outros dois tipos de gordura (ômega 6 e ômega 9) que, quando consumidas regularmente, não só afastam o risco de desenvolver enfermidades degenerativas, como potencializam seu tratamento. Já os cientistas da Universidade de Toronto, no Canadá, anunciaram recentemente que a semente é capaz de bloquear a metástase em pacientes com câncer de mama. Os benefícios milagrosos se estendem a outros tipos de tumores malignos, como o de cólon e o de próstata. Ossos mais fortes Cientistas da Universidade de Oklahoma (EUA) descobriram que a semente é benéfica para a estrutura óssea de mulheres pós-menopausa, devido ao seu poder antioxidante. Eles afirmam que os radicais livres gerados nessa estrutura debilitam os ossos. TPM tranqüila Os sintomas da Tensão Pré-Menstrual muitas vezes têm origem no desequilíbrio entre os hormônios estrogênio e progesterona. Por esse motivo, a mulher precisa de boas fontes de ácidos graxos, presentes na linhaça, que são essenciais para o equilíbrio do sistema hormonal. Menopausa sob controle O estrógeno fica com suas taxas em baixa durante o climatério, provocando aqueles sintomas típicos dessa fase, como ondas de calor, alteração do humor e ressecamento da pele. As ligninas, substâncias da linhaça que imitam a ação do estrógeno, funcionam como um agente natural na reposição de hormônios. Pulmões e bexiga em ordem Por causa dos efeitos antiinflamatório e emoliente sobre as mucosas, a linhaça alivia os sintomas de bronquite e cistite. Seu consumo diário auxilia em todos os casos de inflamação dos rins e da bexiga, nos espasmos da bílis e nas doenças respiratórias, como a asma. Além da saúde, a linhaça também atua em prol da beleza, fortificando os cabelos, as unhas e a pele Circulação perfeita Veias e artérias com depósito de gordura dificultam a circulação, provocando derrame cerebral e infarto. Os ômega 3 e 6 da semente evitam o acúmulo de lipídios. Obesidade, não! Como a linhaça elimina rapidamente o colesterol, ajuda a controlar a obesidade. A grande quantidade de fibras (cinco vezes maior do que na aveia), diminui o apetite. Digestão mais fácil A ação antiinflamatória e emoliente do grão regenera a mucosa digestiva danificada. No tratamento deve-se consumir a semente deixada de molho à noite e triturada pela manhã, todo dia. Rins em equilíbrio Para curar cálculos renais ou biliares, o ideal é usar o óleo de linhaça prensado a frio (natural ou em cápsulas). O grão moído reduz quadros de inflamação. A semente de linhaça contém 27 componentes anti-cancerígenos , um deles é a LIGNINA. A semente de linhaça contém 100 vezes mais Lignina que os melhores grãos integrais. Nenhum outro vegetal conhecido até agora iguala essas propriedades. Protege e evita a formação de tumores. * É muito fácil inserir esse alimento no seu dia-a-dia. Basta acrescentá-lo aos sucos de frutas, iogurtes, saladas, vitaminas, molhos, pão feito ao sol, etc.
 
Associadas ao colesterol e conseqüentemente a doenças cardiovasculares, as gorduras sempre foram consideradas vilãs por aqueles que buscam uma alimentação saudável. Mas, como em toda regra, há exceções. As gorduras podem ser divididas basicamente em dois tipos: as saturadas, responsáveis pelo aumento do mau colesterol, e as insaturadas (classificadas como monoinsaturadas e poliinsaturadas), que trazem benefícios à saúde, alguns deles de grande valia para os atletas. É o caso dos ácidos graxos poliinsaturados ômega-3, conhecidos por combater o mau colesterol, e que, segundo pesquisas, também seriam um antiinflamatório natural e um possível coadjuvante para aumento de força e massa muscular. A tese de doutorado iniciada em 2001 na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) pelo professor Leandro Lopez Haidamus, docente de bioquímica da Universidade do Oeste Paulista e mestre em ciência de alimentos pela Universidade Estadual de Londrina (“O Efeito da Suplementação com Ômega-3 na Produção de Mediadores Químicos da Inflamação”) tem por objetivo comprovar o efeito antiinflamatório dos ômega-3 em atletas. Os resultados do estudo apontaram que a suplementação diária de ômega-3 diminui a resposta inflamatória nas lesões musculares, além de acelerar o processo de recuperação. Segundo o professor Haidamus, essa ação se deve ao fato de os ácidos graxos ômega-3, atuarem como inibidores de substâncias químicas produzidas naturalmente pelo organismo humano durante um processo inflamatório. “Eles inibem a produção de algumas substâncias que provocam dor e edema e são responsáveis por ativar o processo de inflamação”, explica. Haidamus diz que com uma suplementação de 3 g diárias de ômega-3, ministrada sem interrupção por um período mínimo de três semanas, há uma diminuição da resposta inflamatória nas microlesões que o atleta sofre durante o esforço físico. “Isso amenizará a dor após os treinos e competições, o que melhorará a recuperação do atleta e, conseqüentemente, sua performance”, comenta, acrescentando que assim pode-se evitar o uso de medicamentos antiinflamatórios e seus efeitos indesejáveis. Além de prevenir lesões, a ação antiinflamatória dos ômega-3 pode trazer outro benefício ao atleta. Ela também favorece o ganho de força e massa muscular, conforme explica Carlos Alexandre Fatt, professor de graduação e pós-graduação da Faculdade de Educação Física da Universidade Federal do Mato Grosso. “O aumento de massa muscular depende de um treinamento intenso que causa inflamação na musculatura. Esse tipo de atividade física provoca pequenas lesões nos músculos, que são recuperadas mais rapidamente com a ação antiinflamatória do ômega-3. É durante essa recuperação que ocorre o aumento de massa muscular, portanto, esse processo contribui para maiores ganhos”, justifica. Em 2001, Carlos defendeu uma tese de mestrado (Suplementação de Ácidos Graxos Ômega-3 ou Triglicerídios de Cadeia Média para Indivíduos em Treinamento de Força) na Universidade Estadual Paulista de Rio Claro, cujos testes realizados acusaram aumento de força e massa muscular em atletas que combinaram treino de musculação para hipertrofia com suplementação de ômega-3. Mas a ação antiinflamatória seria apenas um dos fatores responsáveis por induzir esse crescimento em virtude desses ácidos graxos. “Estudos sugerem que os ômega-3 têm efeito vasodilatador, o que facilita a perfusão de oxigênio e nutrientes do sangue para os tecidos, fornecendo mais energia para o músculo. Esse efeito também está associado ao aumento do GH (Growth Hormone ou Hormônio do Crescimento), que tem a propriedade de estimular o crescimento muscular e redução de gordura”, afirma Fatt, que é doutor em clínica médica pela Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto. Ele lembra ainda que a vasodilatação promove melhora no trabalho cardiovascular e o conseqüente aumento do VO2 máximo, fazendo com que o atleta ganhe mais resistência. AS FONTES Embora essenciais para a saúde, os ácidos graxos ômega-3 não são produzidos pelo organismo humano, mas podem ser encontrados em alguns alimentos, principalmente peixes de águas frias e profundas, como salmão, atum, bacalhau, arenque, cavalinha, sardinha e truta. Mestre em nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Priscila Andrade diz que a recomendação diária para consumo de ômega-3 é de 1 g a 1,8 g. “ Segundo outro estudo publicado no Journal of Physiology. Na pesquisa, uma equipe de cientistas acrescentou o óleo de peixe com ômega 3, ou óleo de oliva à alimentação do gado. Após cinco semanas, os animais que tomaram o ômega 3 mostraram maior sensibilidade à insulina, melhorando o metabolismo das proteínas. Segundo os especialistas, o composto pareceu repor outros ácidos graxos nas células musculares, melhorando sua função. Os especialistas afirmam que os efeitos do ômega 3 também podem ser benéficos para prevenir a perda de massa muscular em idosos e para os atletas que querem ganhar músculos.nte em dois tipos: as saturadas, responsáveis pelo aumento do mau colesterol, e as insaturadas (classificadas como monoinsaturadas e poliinsaturadas), que trazem benefícios à saúde, alguns deles de grande valia para os atletas. É o caso dos ácidos graxos poliin

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Associadas ao colesterol e conseqüentemente a doenças cardiovasculares, as gorduras sempre foram consideradas vilãs por aqueles que buscam uma alimentação saudável. Mas, como em toda regra, há exceções. As gorduras podem ser divididas basicamente em dois tipos: as saturadas, responsáveis pelo aumento do mau colesterol, e as insaturadas (classificadas como monoinsaturadas e poliinsaturadas), que trazem benefícios à saúde, alguns deles de grande valia para os atletas. É o caso dos ácidos graxos poliinsaturados ômega-3, conhecidos por combater o mau colesterol, e que, segundo pesquisas, também seriam um antiinflamatório natural e um possível coadjuvante para aumento de força e massa muscular. A tese de doutorado iniciada em 2001 na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) pelo professor Leandro Lopez Haidamus, docente de bioquímica da Universidade do Oeste Paulista e mestre em ciência de alimentos pela Universidade Estadual de Londrina (“O Efeito da Suplementação com Ômega-3 na Produção de Mediadores Químicos da Inflamação”) tem por objetivo comprovar o efeito antiinflamatório dos ômega-3 em atletas. Os resultados do estudo apontaram que a suplementação diária de ômega-3 diminui a resposta inflamatória nas lesões musculares, além de acelerar o processo de recuperação. Segundo o professor Haidamus, essa ação se deve ao fato de os ácidos graxos ômega-3, atuarem como inibidores de substâncias químicas produzidas naturalmente pelo organismo humano durante um processo inflamatório. “Eles inibem a produção de algumas substâncias que provocam dor e edema e são responsáveis por ativar o processo de inflamação”, explica. Haidamus diz que com uma suplementação de 3 g diárias de ômega-3, ministrada sem interrupção por um período mínimo de três semanas, há uma diminuição da resposta inflamatória nas microlesões que o atleta sofre durante o esforço físico. “Isso amenizará a dor após os treinos e competições, o que melhorará a recuperação do atleta e, conseqüentemente, sua performance”, comenta, acrescentando que assim pode-se evitar o uso de medicamentos antiinflamatórios e seus efeitos indesejáveis. Além de prevenir lesões, a ação antiinflamatória dos ômega-3 pode trazer outro benefício ao atleta. Ela também favorece o ganho de força e massa muscular, conforme explica Carlos Alexandre Fatt, professor de graduação e pós-graduação da Faculdade de Educação Física da Universidade Federal do Mato Grosso. “O aumento de massa muscular depende de um treinamento intenso que causa inflamação na musculatura. Esse tipo de atividade física provoca pequenas lesões nos músculos, que são recuperadas mais rapidamente com a ação antiinflamatória do ômega-3. É durante essa recuperação que ocorre o aumento de massa muscular, portanto, esse processo contribui para maiores ganhos”, justifica. Em 2001, Carlos defendeu uma tese de mestrado (Suplementação de Ácidos Graxos Ômega-3 ou Triglicerídios de Cadeia Média para Indivíduos em Treinamento de Força) na Universidade Estadual Paulista de Rio Claro, cujos testes realizados acusaram aumento de força e massa muscular em atletas que combinaram treino de musculação para hipertrofia com suplementação de ômega-3. Mas a ação antiinflamatória seria apenas um dos fatores responsáveis por induzir esse crescimento em virtude desses ácidos graxos. “Estudos sugerem que os ômega-3 têm efeito vasodilatador, o que facilita a perfusão de oxigênio e nutrientes do sangue para os tecidos, fornecendo mais energia para o músculo. Esse efeito também está associado ao aumento do GH (Growth Hormone ou Hormônio do Crescimento), que tem a propriedade de estimular o crescimento muscular e redução de gordura”, afirma Fatt, que é doutor em clínica médica pela Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto. Ele lembra ainda que a vasodilatação promove melhora no trabalho cardiovascular e o conseqüente aumento do VO2 máximo, fazendo com que o atleta ganhe mais resistência. AS FONTES Embora essenciais para a saúde, os ácidos graxos ômega-3 não são produzidos pelo organismo humano, mas podem ser encontrados em alguns alimentos, principalmente peixes de águas frias e profundas, como salmão, atum, bacalhau, arenque, cavalinha, sardinha e truta. Mestre em nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Priscila Andrade diz que a recomendação diária para consumo de ômega-3 é de 1 g a 1,8 g. “ Segundo outro estudo publicado no Journal of Physiology. Na pesquisa, uma equipe de cientistas acrescentou o óleo de peixe com ômega 3, ou óleo de oliva à alimentação do gado. Após cinco semanas, os animais que tomaram o ômega 3 mostraram maior sensibilidade à insulina, melhorando o metabolismo das proteínas. Segundo os especialistas, o composto pareceu repor outros ácidos graxos nas células musculares, melhorando sua função. Os especialistas afirmam que os efeitos do ômega 3 também podem ser benéficos para prevenir a perda de massa muscular em idosos e para os atletas que querem ganhar músculos.

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Associadas ao colesterol e conseqüentemente a doenças cardiovasculares, as gorduras sempre foram consideradas vilãs por aqueles que buscam uma alimentação saudável. Mas, como em toda regra, há exceções. As gorduras podem ser divididas basicamente em dois tipos: as saturadas, responsáveis pelo aumento do mau colesterol, e as insaturadas (classificadas como monoinsaturadas e poliinsaturadas), que trazem benefícios à saúde, alguns deles de grande valia para os atletas. É o caso dos ácidos graxos poliinsaturados ômega-3, conhecidos por combater o mau colesterol, e que, segundo pesquisas, também seriam um antiinflamatório natural e um possível coadjuvante para aumento de força e massa muscular. A tese de doutorado iniciada em 2001 na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) pelo professor Leandro Lopez Haidamus, docente de bioquímica da Universidade do Oeste Paulista e mestre em ciência de alimentos pela Universidade Estadual de Londrina (“O Efeito da Suplementação com Ômega-3 na Produção de Mediadores Químicos da Inflamação”) tem por objetivo comprovar o efeito antiinflamatório dos ômega-3 em atletas. Os resultados do estudo apontaram que a suplementação diária de ômega-3 diminui a resposta inflamatória nas lesões musculares, além de acelerar o processo de recuperação. Segundo o professor Haidamus, essa ação se deve ao fato de os ácidos graxos ômega-3, atuarem como inibidores de substâncias químicas produzidas naturalmente pelo organismo humano durante um processo inflamatório. “Eles inibem a produção de algumas substâncias que provocam dor e edema e são responsáveis por ativar o processo de inflamação”, explica. Haidamus diz que com uma suplementação de 3 g diárias de ômega-3, ministrada sem interrupção por um período mínimo de três semanas, há uma diminuição da resposta inflamatória nas microlesões que o atleta sofre durante o esforço físico. “Isso amenizará a dor após os treinos e competições, o que melhorará a recuperação do atleta e, conseqüentemente, sua performance”, comenta, acrescentando que assim pode-se evitar o uso de medicamentos antiinflamatórios e seus efeitos indesejáveis. Além de prevenir lesões, a ação antiinflamatória dos ômega-3 pode trazer outro benefício ao atleta. Ela também favorece o ganho de força e massa muscular, conforme explica Carlos Alexandre Fatt, professor de graduação e pós-graduação da Faculdade de Educação Física da Universidade Federal do Mato Grosso. “O aumento de massa muscular depende de um treinamento intenso que causa inflamação na musculatura. Esse tipo de atividade física provoca pequenas lesões nos músculos, que são recuperadas mais rapidamente com a ação antiinflamatória do ômega-3. É durante essa recuperação que ocorre o aumento de massa muscular, portanto, esse processo contribui para maiores ganhos”, justifica. Em 2001, Carlos defendeu uma tese de mestrado (Suplementação de Ácidos Graxos Ômega-3 ou Triglicerídios de Cadeia Média para Indivíduos em Treinamento de Força) na Universidade Estadual Paulista de Rio Claro, cujos testes realizados acusaram aumento de força e massa muscular em atletas que combinaram treino de musculação para hipertrofia com suplementação de ômega-3. Mas a ação antiinflamatória seria apenas um dos fatores responsáveis por induzir esse crescimento em virtude desses ácidos graxos. “Estudos sugerem que os ômega-3 têm efeito vasodilatador, o que facilita a perfusão de oxigênio e nutrientes do sangue para os tecidos, fornecendo mais energia para o músculo. Esse efeito também está associado ao aumento do GH (Growth Hormone ou Hormônio do Crescimento), que tem a propriedade de estimular o crescimento muscular e redução de gordura”, afirma Fatt, que é doutor em clínica médica pela Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto. Ele lembra ainda que a vasodilatação promove melhora no trabalho cardiovascular e o conseqüente aumento do VO2 máximo, fazendo com que o atleta ganhe mais resistência. AS FONTES Embora essenciais para a saúde, os ácidos graxos ômega-3 não são produzidos pelo organismo humano, mas podem ser encontrados em alguns alimentos, principalmente peixes de águas frias e profundas, como salmão, atum, bacalhau, arenque, cavalinha, sardinha e truta. Mestre em nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Priscila Andrade diz que a recomendação diária para consumo de ômega-3 é de 1 g a 1,8 g. “ Segundo outro estudo publicado no Journal of Physiology. Na pesquisa, uma equipe de cientistas acrescentou o óleo de peixe com ômega 3, ou óleo de oliva à alimentação do gado. Após cinco semanas, os animais que tomaram o ômega 3 mostraram maior sensibilidade à insulina, melhorando o metabolismo das proteínas. Segundo os especialistas, o composto pareceu repor outros ácidos graxos nas células musculares, melhorando sua função. Os especialistas afirmam que os efeitos do ômega 3 também podem ser benéficos para prevenir a perda de massa muscular em idosos e para os atletas que querem ganhar músculos.

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Associadas ao colesterol e conseqüentemente a doenças cardiovasculares, as gorduras sempre foram consideradas vilãs por aqueles que buscam uma alimentação saudável. Mas, como em toda regra, há exceções. As gorduras podem ser divididas basicamente em dois tipos: as saturadas, responsáveis pelo aumento do mau colesterol, e as insaturadas (classificadas como monoinsaturadas e poliinsaturadas), que trazem benefícios à saúde, alguns deles de grande valia para os atletas. É o caso dos ácidos graxos poliinsaturados ômega-3, conhecidos por combater o mau colesterol, e que, segundo pesquisas, também seriam um antiinflamatório natural e um possível coadjuvante para aumento de força e massa muscular. A tese de doutorado iniciada em 2001 na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) pelo professor Leandro Lopez Haidamus, docente de bioquímica da Universidade do Oeste Paulista e mestre em ciência de alimentos pela Universidade Estadual de Londrina (“O Efeito da Suplementação com Ômega-3 na Produção de Mediadores Químicos da Inflamação”) tem por objetivo comprovar o efeito antiinflamatório dos ômega-3 em atletas. Os resultados do estudo apontaram que a suplementação diária de ômega-3 diminui a resposta inflamatória nas lesões musculares, além de acelerar o processo de recuperação. Segundo o professor Haidamus, essa ação se deve ao fato de os ácidos graxos ômega-3, atuarem como inibidores de substâncias químicas produzidas naturalmente pelo organismo humano durante um processo inflamatório. “Eles inibem a produção de algumas substâncias que provocam dor e edema e são responsáveis por ativar o processo de inflamação”, explica. Haidamus diz que com uma suplementação de 3 g diárias de ômega-3, ministrada sem interrupção por um período mínimo de três semanas, há uma diminuição da resposta inflamatória nas microlesões que o atleta sofre durante o esforço físico. “Isso amenizará a dor após os treinos e competições, o que melhorará a recuperação do atleta e, conseqüentemente, sua performance”, comenta, acrescentando que assim pode-se evitar o uso de medicamentos antiinflamatórios e seus efeitos indesejáveis. Além de prevenir lesões, a ação antiinflamatória dos ômega-3 pode trazer outro benefício ao atleta. Ela também favorece o ganho de força e massa muscular, conforme explica Carlos Alexandre Fatt, professor de graduação e pós-graduação da Faculdade de Educação Física da Universidade Federal do Mato Grosso. “O aumento de massa muscular depende de um treinamento intenso que causa inflamação na musculatura. Esse tipo de atividade física provoca pequenas lesões nos músculos, que são recuperadas mais rapidamente com a ação antiinflamatória do ômega-3. É durante essa recuperação que ocorre o aumento de massa muscular, portanto, esse processo contribui para maiores ganhos”, justifica. Em 2001, Carlos defendeu uma tese de mestrado (Suplementação de Ácidos Graxos Ômega-3 ou Triglicerídios de Cadeia Média para Indivíduos em Treinamento de Força) na Universidade Estadual Paulista de Rio Claro, cujos testes realizados acusaram aumento de força e massa muscular em atletas que combinaram treino de musculação para hipertrofia com suplementação de ômega-3. Mas a ação antiinflamatória seria apenas um dos fatores responsáveis por induzir esse crescimento em virtude desses ácidos graxos. “Estudos sugerem que os ômega-3 têm efeito vasodilatador, o que facilita a perfusão de oxigênio e nutrientes do sangue para os tecidos, fornecendo mais energia para o músculo. Esse efeito também está associado ao aumento do GH (Growth Hormone ou Hormônio do Crescimento), que tem a propriedade de estimular o crescimento muscular e redução de gordura”, afirma Fatt, que é doutor em clínica médica pela Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto. Ele lembra ainda que a vasodilatação promove melhora no trabalho cardiovascular e o conseqüente aumento do VO2 máximo, fazendo com que o atleta ganhe mais resistência. AS FONTES Embora essenciais para a saúde, os ácidos graxos ômega-3 não são produzidos pelo organismo humano, mas podem ser encontrados em alguns alimentos, principalmente peixes de águas frias e profundas, como salmão, atum, bacalhau, arenque, cavalinha, sardinha e truta. Mestre em nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Priscila Andrade diz que a recomendação diária para consumo de ômega-3 é de 1 g a 1,8 g. “ Segundo outro estudo publicado no Journal of Physiology. Na pesquisa, uma equipe de cientistas acrescentou o óleo de peixe com ômega 3, ou óleo de oliva à alimentação do gado. Após cinco semanas, os animais que tomaram o ômega 3 mostraram maior sensibilidade à insulina, melhorando o metabolismo das proteínas. Segundo os especialistas, o composto pareceu repor outros ácidos graxos nas células musculares, melhorando sua função. Os especialistas afirmam que os efeitos do ômega 3 também podem ser benéficos para prevenir a perda de massa muscular em idosos e para os atletas que querem ganhar músculos.

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Medicina Indiana. Medicina hindu a base de ervas

Medicina Indiana (também chamada de Ayurveda) é uma das mais antigas do mundo entre os sistemas médicos. Teve origem na Índia e lá tem evoluído ao longo de milhares de anos. Nos Estados Unidos, medicina indiana  é considerada complementar e uma medicina alternativa. Muitas terapias utilizadas na medicina indiana também são utilizadas em massagens, dietas e medicinas especializadas. Este artigo de sanissímo oferece uma visão geral da medicina indiana e sugere fontes de informação adicional.

Pontos-chave

     * O objectivo da medicina indiana é integrar e equilibrar o corpo, mente e espírito. Acredita-se que ajudam a prevenir doenças e promover bem-estar.
     * A medicina indiana utiliza uma variedade de produtos e técnicas para purificar o corpo e restabelecer o equilíbrio. Alguns destes produtos pode ser prejudicial se for utilizado indevidamente ou sem a orientação de um profissional treinado. Por exemplo, algumas ervas podem causar efeitos colaterais se interagir com medicamentos convencionais.
     * Antes de usar a medicina indina como tratamento, fale sobre o assunto com um médico especializado em medicina indiana.
     * Informe o seu prestadores de cuidados de saúde sobre quaisquer práticas complementares e alternativas que você usa. Dêem-lhes uma visão completa do que você faz para gerenciar a sua saúde. Isso ajudará a garantir cuidados seguros e coordenados.

O termo "Ayurveda" combina palavras do sânscrito ayur (vida) e veda (ciência ou conhecimento). Assim, Ayurveda significa "a ciência da vida".

Nos Estados Unidos, a medicina indiana ou Ajuvérdica é considerada um tipo de sistema médico. Tal como acontece com outros sistemas, que é baseado em teorias de saúde e doença e sobre as formas de prevenir, gerenciar ou tratar problemas de saúde.

A medicina indiana é vista por alguns como "holística". O equilíbrio da medicina indiana é acredita-se que conduz à felicidade e saúde, e ajuda a prevenir doenças. A medicina indiana também trata problemas físicos específicos e problemas de saúde mental., até mesmo problemas de queda de cabelo. O principal objectivo da medicina indiana é limpar o organismo de substâncias que podem provocar doenças, contribuindo assim para restabelecer a harmonia e equilíbrio.

Medicina Ajuvérdico na Índia
Medicamentos Ajuvérdicos, tal como a medicina praticada na Índia, é um dos mais antigos sistemas de medicina do mundo. Muitos conhecimentos da medicina indiana ou Ajuvérdica, como também suas práticas anteriores e registos escritos  foram proferidas de boca em boca. Dois livros antigos, escritos em sânscrito mais de 2000 anos atrás, são considerados os principais textos sobre medicina Ayurveda-Caraka Samhita e Sushruta Samhita. Os textos descrevem oito ramos da medicina Ayurveda:

     * Medicina interna
     * Cirurgia
     * Tratamento de doença de cabeça e pescoço
     * Ginecologia, obstetrícia e pediatria
     * Toxicologia
     * Psiquiatria
     * Cuidados a ter com os idosos e rejuvenescimento
     * Vitalidade sexual.

A medicina indiana continua a ser praticado na Índia, onde quase 80 por cento da população utiliza exclusivamente uma medicina convencional ou combinado com outros medicamentos convencionais. Também é praticado em Bangladesh, Sri Lanka, Nepal e Paquistão.

A maioria das grandes cidades na Índia tem uma faculdade de medicina indiana e um hospital Ajuvérdico. O governo indiano começou a investigação sistemática sobre práticas Ajuvérdicas em 1969, e o trabalho continua.

Utilização nos Estados Unidos
De acordo com o National Health Interview Survey 2007, que incluiu um levantamento da utilização da medicina alternativa pelos norte-americanos, mais de 200.000 adultos nos E.U.A tinha já utilizado medicina indiana ou medicamento Ajuvérdico.

Conceitos subjacentes
A medicina indiana tem várias bases fundamentais que dizem respeito à saúde e à doença. Estes conceitos têm a ver com a interconectividade universal, a constituição do corpo (prakriti), e da força da vida (doshas).

Interdependente. Idéias sobre as relações entre as pessoas, sua saúde, e o universo formam a base para fazer os praticantes da medicina indiana pensarem sobre os problemas que afetam a saúde. A medicina indiana detém:

     * Todas as coisas no universo (vivas e não vivas) estão unidas.
     * Todo o ser humano contém elementos que podem ser encontrados no Universo.
     * A saúde será boa se a mente e o corpo estão em harmonia, e uma interação com o universo é natural e salutar.
     * Doenças surgem quando uma pessoa está fora de harmonia com o universo. Perturbações podem ser físicas, emocionais, espirituais, ou uma combinação destes.

Constituição (prakriti). A medicina indiana também tem crenças específicas sobre a  constituição do corpo. A constituição refere-se a uma pessoa da saúde geral, a probabilidade de se tornar fora de equilíbrio, e a habilidade de resistir e recuperar de doença ou outros problemas de saúde.

A constituição é a chamada prakriti. O prakriti é uma combinação singular de características físicas e psicológicas da pessoa e da forma como o corpo funciona para manter a saúde. Ela é influenciada por fatores como a digestão e como o corpo lida com resíduos de produtos. O prakriti acredita-se que uma pessoa possa ser inalterada ao longo da vida.

Força da vida (doshas). Importantes características da vida são as três forças ou energias chamados doshas, que controlam as actividades do organismo. Uma pessoa que tem chances de desenvolver certos tipos de doenças relaciona-se com a forma como doshas são equilibrados, o estado do corpo físico, mental ou fatores vitais.

A medicina indiana possui as seguintes crenças sobre os três doshas:

     * Cada dosha é composta de dois dos cinco elementos básicos: éter (superior a regiões do espaço), ar, fogo, água e terra.
     * Cada dosha tem uma relação especial com as funções corporais e pode ser rompido por razões diferentes.
     * Cada pessoa tem uma combinação única dos três doshas, embora um dosha é geralmente proeminente. Doshas estão constantemente a ser formados e reformados pelos alimentos, atividade física e processos.
     * Cada dosha tem suas próprias características físicas e psicológicas.
     * O desequilíbrio de um dosha irá produzir sintomas que são únicos para esse dosha. Desequilíbrios podem ser causadas por uma pessoa da idade, insalubre estilo de vida, ou dieta; demasiado ou demasiado pouco esforço físico e mental, as estações do ano; ou inadequada protecção contra as intempéries, produtos químicos, ou germes.

Os doshas são conhecidas pelos seus nomes originais sânscrito: Vata, Pitta e kapha.
O dosha Vata combina os elementos éter e ar. É considerado o mais poderoso, porque ele controla o dosha de processos básicos no organismo, como a divisão celular, o coração, respiração, descarga de resíduos, e da mente. Vata pode ser agravada, por exemplo, medo, tristeza, ficar até tarde da noite, comer frutas secas, ou comer antes que a refeição anterior seja digerida. Pessoas com Vata são especialmente sensíveis com a pele e condições neurológicas, artrite reumatóide, doença cardíaca, ansiedade e insônia.

O dosha Pitta representa os elementos fogo e água. Pitta controla hormônios e o sistema digestivo. Uma pessoa com um desequilíbrio Pitta pode experimentar emoções negativas tais como raiva e pode ter sintomas físicos, tais como azia dentro de 2 ou 3 horas depois de comer. Pitta é perturbado, por exemplo, comer alimentos picantes ou azedo, fadiga, ou gastar muito tempo no sol. Pessoas com uma constituição predominantemente Pitta são suscetíveis a hipertensão, doenças cardiovasculares, doenças infecciosas, tais como condições digestivas e doença de Crohn.

O kapha dosha combina os elementos água e terra. Kapha contribui para manter a solidez e a imunidade e para controlar o crescimento. O desequilíbrio do dosha kapha pode causar náuseas logo após comer. Kapha é agravada, por exemplo, por ganância, dormir durante o dia, comer muitos doces, comer demaziadamente, comer e beber alimentos e bebidas com muito sal e água (especialmente na primavera). Aqueles com um kapha predominante são vulneráveis à diabetes, cancêr, obesidade e doenças respiratórias como a asma.

Tratamento
O tratamento com medicina indiana é adaptado para cada pessoa. Praticantes esperam pacientes a ser participantes activos porque muitos tratamentos Ajuvérdico requerem mudanças na dieta, estilo de vida e hábitos.

O dosha do paciente em equilíbrio. O Ajuvérdico praticante determinar primeiro o dosha primário do paciente e o equilíbrio entre os três doshas por:

     * Perguntar sobre alimentação, comportamento, estilo de vida prática, últimas doenças (incluindo as razões e sintomas), e resiliência (capacidade de recuperar rapidamente da doença ou retrocessos)
     * Observar as características físicas, tais como os dentes e língua, pele, olhos, peso e aparência geral
     * Verificação urina do paciente e também as fezes, fala e voz, e de pulso (cada dosha tem uma espécie particular de pulso).

Tratamento e práticas. Ajuvérdico tratamento metas incluem eliminar impurezas, reduzindo os sintomas, aumentar a resistência à doença, e a redução crescente da preocupação e aumentar harmonia na vida do paciente. O praticante utiliza uma variedade de métodos para alcançar essas metas:

     * Eliminar impurezas. Um processo chamado panchakarma visa purificar o corpo, eliminando ama. Ama é descrito como um alimento que não digerido varas os tecidos, interfere com o funcionamento normal do organismo, e leva a doença. Panchakarma centra-se em eliminar a ama, através do aparelho digestivo e do sistema respiratório. Enemas, massagens, óleos medicinais administrado em um spray nasal, e outros métodos podem ser utilizados.
     * Reduzir os sintomas. O médico pode sugerir várias opções, incluindo exercícios físicos, alongamentos, exercícios respiratórios, meditação, massagem, deitar ao sol, e alterar a dieta. O paciente pode tomar certas ervas, muitas vezes com mel, para torná-los mais fáceis de digerir. Às vezes dietas são restritas a determinados alimentos. Quantidades muito pequenas de minerais metálicos e preparações, como o ouro ou de ferro, também pode ser dada.
     * Aumento da resistência à doença. O praticante pode combinar várias ervas, proteínas, sais minerais e vitaminas em tónicos para melhorar a digestão e aumentar o apetite e imunidade. Estes tónicos são baseados em fórmulas de textos antigos.
     * Reduzir a crescente preocupação e harmonia. Ajuvérdico medicina enfatiza nutrir a mente e o espirito podel curar. Praticantes podem recomendar a evitar situações que causam preocupação e utilizando técnicas que promovam a libertação de emoções negativas.

Uso de plantas. Os tratamentos Ajuvérdicos dependem fortemente ervas e outras plantas, incluindo óleos e especiarias comum. Atualmente, mais de 600 plantas e 250 fórmulas únicas estão incluídos na "farmácia" da medicina indiana. Historicamente, a medicina indiana tem compostos de ervas agrupados em categorias de acordo com os seus efeitos (por exemplo, cura, promovendo vitalidade, alívio ou dor). Os compostos são descritos nos textos emitidos por entidades médicas nacionais na Índia. Às vezes, botanicos estão misturados com metais ou outras substâncias naturalmente presentes para fazer fórmulas preparada de acordo com procedimentos específicos Ajuvérdico que os preparativos envolvem várias ervas e extratos de ervas e precisam de tratamento térmico.

Massagem
Na Índia existem mais de 150 cursos de pós-graduação e 30 faculdades de medicina Ayurveda. A formação pode demorar 5 anos ou mais. Os estudantes que recebem os sua formação em medicina indiana na Índia ganham o título de bacharel (Bachelor of Ayurvedic Medicine and Surgery, BAMS) ou doutor (Doutor em Medicina e Cirurgia Ajuvérdico, DAMS) . Após a formatura, alguns profissionais Ajuvérdicos escolhem a prestação de serviços nos Estados Unidos ou outros países.
A medicina indiana no Brasil
No Brasil existem alguns profissionais deste setor. Você também pode encontrar medicamentos a base de ervas elaborados por médicos com doutorado em medicina indiana na internet como por exemplo no web site www.erbolab.com. Os medicamentos são enviados diretamente da farmácia indiana e levam cerca de 20 dia para chegar na sua casa.

A prática da medicina indiana envolve o uso de medicamentos que normalmente contêm ervas, metais, minerais, ou outros materiais. Funcionários da saúde na Índia e outros países têm tomado medidas para resolver algumas preocupações sobre esses medicamentos. As preocupações dizem respeito à toxicidade, formulações, interações, e as provas científicas.

Emprego das plantas aromáticas desde as antigas civilizações até o presente

1
O EMPREGO DAS PLANTAS AROMÁTICAS DESDE AS
ANTIGAS CIVILIZAÇÕES ATÉ AO PRESENTE
Prof. A. Proença da Cunha email:-pdacunha@ci.uc.pt - site: http://antoniopcunha.com.sapo.pt
1 - POVOS PRIMITIVOS
Desde os primórdios da humanidade, que a maioria dos historiadores
reportam ao Paleolítico, o primeiro dos três períodos em que se subdivide a
idade da pedra lascada, o homem sempre dependeu das plantas para a sua
existência, ao utilizá-las como alimento, medicamento, construção de
abrigo, no aquecimento, etc.
Por comparação com outras sociedades sem escrita que existem na
actualidade, pode-se inferir de como seriam esses povos primitivos onde
crenças e ritos mágicos imperavam a par da utilização das plantas. As
plantas aromáticas rapidamente foram associadas aos rituais sagrados
essencialmente devido à intensificação do seu odor ao serem queimadas.
Com efeito, os primeiros habitantes do planeta queimavam plantas de
odor agradável para pedir protecção aos bons Deuses, constituindo, as de
perfume desagradável, um meio de afugentar os animais, os inimigos ou
para afastar os Deuses maléficos. Aos aromas, sempre foi associada a ideia
de purificação. As plantas aromáticas empregues como oferendas, sempre
serviram para relacionar o homem com os Deuses, particularmente em
momentos difíceis e perigosos, como o nascimento, uma viagem, uma
guerra ou até mesmo na morte.
O registo mais antigo que se conhece sobre a sua utilização, foi
encontrado num túmulo do Neolítico (entre 5000 e 2500 anos A.C.) no qual
se encontraram vestígios de um homem envolvido em plantas aromáticas,
identificadas por restos de grãos de pólen.
Estimado em cerca de 40000 anos a existência dos Aborígenes do
continente Australiano, estes, cedo se aperceberam da utilidade das plantas
aromáticas ricas em cineol, tais como os eucaliptos e as melaleucas, em
particular a Melaleuca alternifolia, motivo por que sempre as usaram,
vindo a terapêutica moderna a reconhecer o seu valor.
É interessante referir que, já 5000 anos antes da nossa época,
possivelmente se destilavam plantas aromáticas, pois no Paquistão foi
descoberto um alambique em terra cozida, que foi datado como sendo
desse período.
O nome “Perfume”, que está associado às plantas aromáticas, deriva
da palavra latina “per fumum” ou “pro fumum”, que significa “pelo fumo”,
o que vem demonstrar o modo mais antigo de aplicação das plantas
aromáticas, feito pela combustão desses materiais que assim criavam um
ambiente apropriado para uma dada cerimónia.
2
Durante séculos, centenas de culturas desenvolveram actos
simbólicos e religiosos, onde plantas aromáticas raras e resinas aromáticas,
queimadas nos altares dos templos, eram oferecidas como sacrifícios, em
busca de favores dos Deuses. Com este objectivo eram utilizadas, entre
outras, o sândalo, a casca de canela, as raízes de cálamo, o cedro do
Líbano, bem como substâncias resinosas como a mirra, o incenso e o
benjoim.
Com o passar dos anos as plantas aromáticas passaram a fazer parte
de técnicas de prevenção e de tratamento das doenças, principalmente de
feridas e contusões, como mostram documentos chineses e indianos com
mais de 5000 anos.
2 - CIVILIZAÇÕES DO ORIENTE
A China e a Índia foram duas civilizações onde as plantas aromáticas
tiveram um grande emprego. Para além do seu uso na prevenção das
doenças por intermédio de fumigações, elas eram utilizadas como
medicamentos e, ainda hoje, a medicina chinesa as emprega com bons
resultados.
Na China estabeleceu-se um sistema terapêutico baseado
essencialmente em duas forças, o Yang e o Yng, inicialmente traduzindo o
claro e o escuro, mas depois alargado a todas as situações em que haja
sistemas que se opõem. No homem o equilíbrio entre essas duas forças
significa saúde, havendo doença quando há predomínio de uma sobre a
outra. Mais tarde, durante a dinastia Song (960-1279) foi aceite um outro
sistema, a dos cinco elementos (água, metal, terra, fogo e madeira) no qual
se enquadravam numerosos produtos vegetais (ópio, ruibarbo, canela, entre
outros), cuja acção estava relacionada com um dos cinco elementos.
Na medicina chinesa, é célebre a obra denominada Pent-Sao
constituída por vários livros onde existem referências a numerosas plantas,
muitas delas aromáticas e que ainda hoje são usadas com bons resultados.
O continente indiano é uma das regiões mais ricas em plantas
aromáticas. A Índia é o país onde o manjerico cresce espontâneo e onde é
considerado como sagrado. Há cerca de 3000 anos Rig-Véda e
Suçrutasamhitã indicaram numerosas fórmulas para banhos e massagens
onde entravam a canela, o cardamomo, o coentro, o gengibre, a mirra, entre
outras plantas aromáticas.
No mesmo período, a Índia tornou-se famosa pelo seu sândalo e por
uma variedade de flores como a rosa e o jasmim. A madeira de sândalo era
usada, normalmente, na entrada dos edifícios importantes, para que o vento
pudesse espalhar o seu perfume pelas salas.
3
Desenvolvimento muito similar foi ocorrendo no Egipto.
No antigo Egipto faraónico a Mitologia estava presente nas relações
homem, doença e tratamentos. Thot era considerado como o deus fundador
da Medicina, tendo-a ensinado aos sacerdotes. A deusa Isis seria, para além
de protectora das mulheres e das crianças, também da cultura das plantas
medicinais e aromáticas.
Acreditava-se que a origem das doenças resultavam de castigos
enviados pelos deuses por faltas que o homem tinha cometido, pelo que
inicialmente a Medicina era exercida só pelos sacerdotes que tentavam
acalmar os deuses à custa de preces, sacrifícios e fórmulas mágicas onde
entrariam as plantas e outros produtos naturais. Posteriormente, dá-se uma
especialização em três grupos: o dos sacerdotes (Profetas e Pastoforos) que
estabeleciam a ligação entre os deuses e o doente, obtida com rituais
religiosos e administração de medicamentos; os médicos, não religiosos que
só administravam medicamentos; e os feiticeiros que utilizavam,
essencialmente, práticas sobrenaturais.
Registos do antigo Egipto com mais de 4500 anos A.C. já referem o
uso de substâncias balsâmicas, óleos perfumados, cascas e resinas
aromáticas, especiarias, bem como vinagres, vinhos e cervejas aromáticas
na medicina, liturgia, astrologia e embalsamamentos.
A tradução de hieróglifos inscritos em papiros e estelas no templo de
Edfu mostram que muitos produtos aromáticos eram usados pelos
sacerdotes e alquimistas para a preparação de perfumes, segundo fórmulas
próprias.
Num documento escrito, o famoso papiro decifrado em 1873 pelo
egiptólogo alemão Georg Ebers, existe a seguinte afirmação introdutória:
“Aqui começa o livro relativo à preparação dos remédios para todas as
partes do corpo humano”. Provou-se que o papiro de Ebers representa o
primeiro tratado médico egípcio conhecido, da primeira metade do século
XVI antes da era cristã, em que parte do seu texto, é destinado ao
tratamento das doenças internas e, a restante, dá indicações sobre a
constituição dos medicamentos a empregar, muitos dos quais são plantas
aromáticas.
Fragmento do papiro de Ebers
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Outros papiros foram descobertos e decifrados, tais como o de Edwin
Smith de 1550 A.C., o de Ramesseum elaborado por volta de 1900 A.C., o
de Londres composto por volta de 1350 A.C., e muitos outros, todos de um
modo geral incluindo indicações sobre o uso de plantas medicinais e
aromáticas em práticas médicas.
Embora a medicina egípcia se apoiasse, muito, em elementos mágicos
e religiosos, sabe-se que já eram utilizadas muitas plantas aromáticas, tais
como a angélica, a artemísia, o anis, a alcaravia, os cominhos, o funcho, a
verbena o zimbro, o almíscar, este, empregue primeiramente na medicina e
depois, em perfumes. A planta aromática camomila estava ligada ao deus
Sol, sendo usada no caso de febre ou de queimaduras solares.
No Egipto queimavam-se plantas aromáticas nos lares e cobria-se o
soalho com as suas folhas com o fim de perfumar o ambiente, porém,
possivelmente, o uso mais conhecido de perfumes e flores foi o sedutor
tapete de pétalas de rosas de Cleópatra, que se diz que tinha 30 centímetros
de grossura.
As plantas aromáticas eram também usadas a nível doméstico: as
almofadas e os colchões eram cheios com pétalas de rosas, a que muitas
vezes se juntava estróbilos de lúpulo, tanto pelo seu efeito relaxante como
pela suavidade que criavam. O alecrim também era usado para tirar dores
de cabeça, sendo empregues as sumidades floridas de plantas aromáticas
debaixo das almofadas das crianças para terem sonos sossegados.
No Egipto entre 3000 e 2000 anos A.C., já se obtinham os óleos
essenciais de modo rudimentar. Os médicos dessa época já os utilizavam
para tratar os doentes, mas principalmente em práticas mágicas.
Os vinhos aromáticos eram usados pelos efeitos anestésicos. As
fumigações aromáticas já eram empregues para desinfectar e como
remédio. Infusões de gomo-óleo-resinas em óleos faziam parte de
unguentos usados com as mesmas finalidades.
Os gálbulos do zimbro e as cascas das caneleiras eram correntemente
usados depois de maceradas em óleos vegetais, sob a forma de unguentos
ou em vinho, após maceração neste.
Os sacerdotes egípcios já empregavam um método de extracção de
compostos aromáticos, depois aperfeiçoado em França e denominado
enfleurage, que consistia em saturar grãos de sementes de sésamo com o
odor de pétalas e plantas aromáticas. De notar que esta técnica, ainda hoje,
é usada em algumas regiões da Índia.
Os Egípcios deram uma atenção especial aos óleos essenciais,
utilizando-os na sua vida diária com fins curativos, em cosméticos e
também a par de outros produtos aromáticos.
Um dos perfumes, mais usado, era o Kyphi, uma mistura de dezasseis
diferentes óleos essenciais, normalmente usado em cerimónias religiosas.
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Plutarco (45-120 ?), filósofo e prosador grego do período greco-romano,
escreveu que “O cheiro deste perfume penetra no corpo pelo nariz. Faz-nos
sentir bem e relaxados, a mente divaga e sentimo-nos num estado sonhador
de felicidade como estivéssemos a escutar uma música deliciosa”. O Kyphi,
ao contrário das drogas depressoras, provoca no indivíduo uma acção
estimulante e consciente. Por este motivo, os sacerdotes e os faraós
inalavam-no, frequentemente, quando estavam em meditação, estando esta
prática registada em muitas inscrições. Cada faraó e sua família tinham um
número diferente de perfumes para serem usados consoante o momento do
dia e para ocasiões especiais. Por exemplo havia um perfume para a guerra
que estimularia sentimentos agressivos, enquanto outro era para a
meditação ao provocar tranquilidade e introspecção.
O lótus, com uma flor de odor agradável, crescendo em abundância
nas margens do Nilo, tornou-se a flor sagrada do Egipto. Outras flores,
como a orquídea azul, eram importadas de diversos países, alguns bem
distantes como a Índia e China. Isto deu origem a um importante comércio
que se intensificou no reinado da rainha Hatshepsut (provavelmente no
período entre 1490 e 1468 A.C), a única mulher faraó. Com efeito, ela
adorava os perfumes e incentivou o uso dos cosméticos e a intensa
maquilhagem dos olhos.
Normalmente centenas de toneladas de plantas aromáticas eram
transformadas em perfumes, principalmente óleos perfumados que eram
queimados nos templos. Cada deus e cada deusa tinha o seu próprio
perfume; a artemísia para Ísis, marroio para Horus, manjerona para Osíris e
quando os faraós queriam alcançar algum favor ou agradecer-lhes pelos
bons resultados de uma guerra, queimavam esses óleos em seu louvor.
Também é de assinalar o uso que faziam das plantas aromáticas na
cozinha. Adicionavam alcaravia, coentros e anis ao pão de painço e cevada
para o tornar mais agradável e de melhor digestão. A hortelã, a manjerona e
a salsa eram largamente usadas. A cebola entrava em grande quantidade na
alimentação. O alho era muito usado para evitar as doenças e afastar as
epidemias. A tradução de uma inscrição na pirâmide de Queóps, construída
cerca de 4500 anos A.C., refere que todas as manhãs cada escravo
trabalhando na construção civil recebia do seu senhor uma cabeça de alho
para lhe dar força e boa saúde.
Foram exímios na arte do embalsamamento no qual usavam
especiarias como o cravinho, a canela e a noz-moscada, também a mirra, o
incenso, o gálbano e outras resinas aromáticas na mumificação dos mortos,
com vista à sua preservação para a eternidade. Vestígios desses produtos
aromáticos já foram identificados nas ligaduras das múmias.
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Na Mesopotâmia, região compreendida entre os rios Tigre e Eufrates,
no Oriente Médio, desde o Neolítico se desenvolveram várias civilizações
(sumérica, assírica e babilónica) que assentavam ser o homem criado pelo
deus Marduk, que seria, com outros deuses, responsável pelo bem-estar do
homem e, por tanto, pela sua saúde ou doença. Os deuses estavam
acompanhados de génios do bem ou do mal que directamente intervinham
conforme a sua influência na saúde ou na doença. Uma desobediência a uma
regra instituída podia atrair os génios do mal, mas também os feiticeiros
com determinados ritos e exorcismos teriam capacidade de originar, para
uma pessoa saudável, a doença.
Nestas civilizações, embora já a cirurgia fosse praticada, o
curandeiro-feiticeiro, já com características sacerdotais nítidas, usa
numerosos produtos naturais onde predominam as plantas, mas sempre com
ritos mágicos, pois sem estes, elas não actuariam.
Consideram-se como primeiros documentos escritos, por ordem do
rei assírio Ashurbanipal, dados das civilizações suméricas e babilónicas, que
nos dão a conhecer o modo como era a terapêutica desse tempo. As
inscrições em caracteres cuneiformes gravadas em várias placas de barro,
datando algumas mais de 3000 anos antes da era cristã, encontram-se
conservadas, actualmente, no “British Museum” de Londres. Nessas placas
existem grande número de informações, muitas delas escritas por ordem do
referido rei assírio, sobre as plantas medicinais e aromáticas usadas
(açafrão, heléboro, ópio, rícino, linho, mandrágora, etc.) e também sobre a
sua cultura e transformação em medicamentos à custa de certas operações
farmacêuticas ainda hoje empregues (expressão, filtração, maceração,
digestão) conducentes a formas farmacêuticas tais como pomadas,
unguentos, emplastros e pílulas.
De referir que no conhecido Código de Hamurabi, do rei babilónico
que reinou de 1728 A.C. até à sua morte em 1.686 A.C., contendo
essencialmente legislação, há referências a muitos fármacos vegetais como
o ópio, o meimendro, o gálbano, a assafétida, e outras plantas aromáticas.
Esse Código está inscrito num monólito, em três alfabetos distintos, hoje
exposto no Museu do Louvre, em Paris.
Entre 1974 e 1975 foi descoberta a biblioteca do palácio real de Ebla
(Síria) com cerca de 20.000 placas de argila, muitas das quais com
informação sobre o emprego de plantas em tratamentos usados nessa época.
São os Persas considerados como os inventores de um aparelho de
destilação, que segundo Avicena, Ibn Sina seria o primeiro a obter um óleo
essencial puro a partir da Rosa centifolia. Sendo este investigador
denominado, mais tarde, como o “Príncipe dos médicos”, pois escreveu
mais de cem obras médicas onde são feitas referências a numerosas plantas
aromáticas.
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Os Hebreus empregavam as plantas aromáticas principalmente nas
cerimónias religiosas. Na Bíblia encontram-se inúmeras referências de
plantas usadas como medicamento, de entre as quais se destacava o
hissopo, que devido à pinocanfona teria uma acção mucolítica. Este, era
considerado como uma planta aromática miraculosa e purificadora, a par do
ouregão sírio (Origanum syriacum carvacroliferum).
3 - CIVILIZAÇÕES GREGA E ROMANA
Em relação a civilizações mais recentes, um contributo importante é
dado pelos povos helénicos, que não só receberam dos persas muitos
produtos aromáticos, como tiveram grandes médicos como Hipócrates
(460-370 A.C.), considerado o ”Pai da Medicina”. Este, nos livros
“Aforismos” que lhe são atribuídos, indica o interesse dos banhos
aromáticos com anis, cominhos, incenso, mirra, tomilho, etc, no tratamento
de doenças da mulher.
Os Gregos foram os maiores consumidores de produtos odoríferos
naturais, tendo sido escritas inúmeras obras, onde não só eram descritas as
propriedades, como havia indicações sobre os melhores locais onde se
podiam obter essas plantas.
Galeno, a quem se ficou devendo algumas das formas farmacêuticas
precursoras das que ainda hoje são usadas, e Teofrasto, que com a sua obra
“História das plantas”, deixa descrições botânicas muito precisas,
acompanhadas de indicações sobre efeitos tóxicos e propriedades curativas
foram importantes para a terapêutica. Teofrasto no livro “Tratado dos
odores” desenvolve o valor terapêutico dos perfumes, fazendo
considerações sobre o tipo de perfume que melhor se coadunava para
embelezar uma dada parte do corpo da mulher. Contudo, quem
posteriormente se destaca no campo das plantas medicinais e aromáticas é
Pedanius Dioscórides (40-90 da era cristã), que, ao acompanhar os
exércitos romanos na Península Ibérica, no Norte de África e na Síria,
recolhe abundante informação sobre plantas dessas regiões. Escreve o
tratado “De Materia Medica” que representa um marco histórico no
conhecimento de numerosos fármacos, muitos dos quais ainda hoje são
usados. Nele, se descrevem cerca de 600 produtos de origem vegetal,
animal e mineral, com indicações sobre o seu uso médico. Foi tal a
projecção da obra de Dioscórides que, tendo sido escrita no ano 78 da
nossa era, passa a ser usada, como guia de ensino, no mundo romano e no
árabe, continuando em vigor até finais da Idade Média, pois ainda no
século XV, são feitas cópias em latim dessa obra.
Plínio, no livro XIII da sua “História natural” descreve,
essencialmente, vegetais produtores de óleos essenciais.
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Em Atenas, na luta contra as epidemias, queimavam-se várias plantas
aromáticas, tais como a alfazema, o alecrim, o hissopo e certamente muitas
outras.
Uma outra característica dos gregos foi o uso de óleos aromatizados
que eram aplicados em massagens conforme o fim em vista (acção
estimulante, sedativa, etc.).
Os Romanos beneficiaram muito dos conhecimentos gregos quanto à
aplicação dos perfumes e dos óleos aromatizados que normalmente eram
aplicados após o banho.
Acreditavam nas virtudes dos banhos aromatizados com plantas, que
usavam para restaurar o vigor sexual e diminuir os efeitos do vinho tomado
em excesso.
Três séculos após Hipócrates, Asclépiade, amigo íntimo de Cícero,
estava usa um novo método de tratamento, associando à massagem
aromática a música como adjuvante dessa terapêutica.
4 - CIVILIZAÇÃO ÁRABE
Os Árabes interessaram-se muito pela química, tendo desenvolvido,
muito especialmente, a destilação das plantas aromáticas. Ainda há poucos
anos em Portugal se usava o alambique em cobre, de origem árabe, na
destilação dos mostos vinícolas.
Os Árabes ao dominarem, a partir do século VIII, o comércio do
oceano Índico e os caminhos das caravanas provenientes da Índia e da
África, tiveram acesso a muitas das plantas dessas regiões, tais como o
ruibarbo, a canforeira, o sândalo, a noz moscada, o tamarindo e o cravinho.
Ilustração árabe sobre a preparação de medicamentos
9
Um dos escritores árabes que veio a ter maior influência na sua
época foi Avicena (980-1037) ao escrever o “Cânon”, uma compilação
anotada dos livros de Galeno. A sua obra é metódica e clara, vindo a ser
seguida pela medicina bizantina, árabe, judia e latina mediaval.
De destacar, no século XIII, o célebre médico árabe Ibn Al Baitar,
de Granada, que na sua enciclopédia médico-botânica “Corpus simplicium
medicamentarium” incorpora os conhecimentos clássicos e a experiência
árabe, caracterizando mais de 2000 produtos, dos quais cerca de 1700 são
de origem vegetal.
5 – IDADE MÉDIA E RENASCIMENTO
A Idade Média é uma época caracterizada pela preparação de modo
misterioso de unguentos maravilhosos por meio de fórmulas mágicas.
Eram considerados como produtos vegetais mágicos, de entre outros. as
plantas aromáticas a arruda e até o alho. É de salientar o esforço exercido,
em prol da saúde, pelas Ordens Religiosas, pois muitos dos seus membros
utilizavam, criteriosamente, os conhecimentos greco-latinos sobre o
emprego das plantas medicinais, que cultivavam junto aos mosteiros.
Efectivamente houve, por parte das Ordens Religiosas, um esforço enorme
na tradução para o latim de muitíssimas obras árabes de medicina até ao
século XIII. Igual interesse foi posto na tradução das obras de Hipócrates e
de Galeno para o latim.
Oficina de Farmácia na Idade Média
De destacar o ensino de medicina feito no Mosteiro de Santa Cruz
em Coimbra. Nele se forma S Frei Gil de Santarém (1115 ou 1187-1265) a
quem se atribui um receituário que incluía muitas plantas aromáticas
(arruda, funcho, losna etc.). Pelo Mosteiro passa Pedro Julião (1205-1277)
que depois estuda em Paris onde é conhecido por Pedro Hispano, médico
notável que ascendeu ao papado com o nome de João XXI e a quem se
atribui a obra “Thesaurus Pauperum” onde são referidas muitas plantas
10
aromáticas orientais tais como o cálamo-aromático, o cravinho, o gengibre,
a canela, a noz-moscada, o sândalo, a zedoária, entre outras.
Com o Renascimento, o charlatanismo e o empirismo da medicina e
da farmácia da Idade Média, cedem lugar, pouco a pouco, à
experimentação, ao mesmo tempo que vão sendo introduzidos na
terapêutica novos fármacos, com a chegada dos nossos antepassados à
África, à Índia e ao Brasil e, dos espanhóis, aos outros países da América
do Sul.
É certo que a divulgação desses fármacos foi lenta, embora toda a
Europa estivesse ansiosa de os conhecer melhor. Nesse sentido, o
contributo dos portugueses foi notável, pela variedade e abundância de
informação que divulgaram.
Nas naus seguiam muitas vezes físicos (médicos) e boticários a quem
se ficou devendo muita dessa informação. Infelizmente, esta, ao ser
considerada segredo de Estado, não era divulgada. Isto aconteceu com o
boticário Tomé Pires, que tendo sido enviado à Índia em 1511, como
“feitor e veador das drogarias”, remete uma carta, em 27 de Janeiro de
1516, ao rei D. Manuel I, onde relata a origem geográfica e as aplicações
de muitas drogas usadas nessas paragens, mas que só trezentos anos depois
foi conhecida.
Nesta época, quem, destacadamente, se notabilizou foi Garcia de
Orta, que depois de ter permanecido na Índia mais de trinta anos, imprime
em Goa, em 1563, os “Coloquios dos simples, e drogas he cousas
mediçinais da Índia, e assi dalguas frutas achadas nella onde se tratam
alguas cousas tocantes amedicina, pratica, e outras cousas boas, pêra
saber ”. Livro escrito em forma de diálogo entre o Doutor Ruano, que
simboliza o médico da época e o Doutor Orta, no qual Garcia de Orta põe a
sua própria opinião apoiada na observação e na sua experiência pessoal,
esclarecendo certos pontos polémicos de obras anteriormente publicadas,
corrigindo e dando mesmo indicações, com invulgar exactidão, sobre certos
fármacos até aí nunca descritos.
A divulgação dos “Colóquios” de Garcia de Orta acaba por ser feita
pelo notável botânico francês Charles de l´Écluse, também conhecido por
Clúsio, que numa versão mais resumida, em latim, torna aquela obra
acessível a toda a Europa culta dessa época. Posteriormente, em 1581,
quando se encontrava em Inglaterra, Clúsio conhece o “Tractado de las
Drogas y Medicinas de las Índias Orientales”, publicado pelo português
Cristóvão da Costa e que ele, igualmente, acaba por traduzir para latim e
publicar, pela primeira vez, em 1582.
Não se limitaram, evidentemente, à flora da África e da Índia, as
contribuições numerosas que os portugueses trouxeram para o
conhecimento dos fármacos. De destacar, também, a que foi dada ainda no
11
século XVI pelos Jesuítas, na divulgação dos medicamentos usados pelas
populações indígenas do Brasil. Por exemplo, o padre José de Anchieta
refere as propriedades anti-sépticas e cicatrizantes do bálsamo copaíba.
A partir da publicação, em 1673, da “Histoire géneral des Drogues”
pelo farmacêutico Pierre Pomet, as Universidades encorajam o estudo das
plantas medicinais e das aromáticas, através da criação de jardins
botânicos, alguns dos quais destinados, exclusivamente, à cultura de
plantas para aplicação no tratamento de doenças.
Depois deste período, outras plantas e produtos medicinais exóticos
aparecem na Europa. Por exemplo, dentro das aromáticas, a baunilha,
descoberta pelos espanhóis no México, só apenas em 1721 é incluída na
“London Farmacopeia”.
No entanto, nos finais do século XVIII, entra-se num novo período
do conhecimento com o isolamento dos constituintes das plantas. Foram os
trabalhos do sueco Scheele (1742-1786) que deram início a esta nova etapa,
ao isolar, de plantas aromáticas, a cânfora e o timol, na sua farmácia de
Koping.
6 - EVOLUÇÃO NOS TEMPOS MODERNOS
A caracterização botânica das espécies vegetais com actividade
farmacológica e o estudo da sua composição química com isolamento,
identificação e dosagem dos seus constituintes é uma das características da
fitoquímica moderna.
A correcta caracterização botânica de uma planta continua a ser
fundamental, pois sem esta não há estudos químicos e fisiológicos válidos
para a espécie vegetal em estudo. As plantas aromáticas nas últimas
décadas têm sido submetidas a intensos estudos químicos e farmacológicos,
que deram a conhecer ou a confirmar a sua actividade, ou a de alguns dos
seus constituintes.
O desenvolvimento da química analítica, designadamente, através
dos modernos métodos cromatográficos, espectrométricos, e
radioimunológicos, apoiados em aparelhos cada vez mais sofisticados, tem
permitido um melhor conhecimento da composição química das plantas
aromáticas e da estrutura dos seus componentes activos.
Consequentemente, hoje há um maior controlo na qualidade, com uma
intervenção mais precisa nos aspectos relacionados com a sua obtenção,
cultura, colheita, preparação e armazenagem e também, sobre os processos
industriais que envolvem o isolamento dos seus compostos activos.
Nos últimos quarenta anos, graças aos progressos alcançados nos
métodos analíticos, os conhecimentos sobre as plantas aromáticas foram
consideravelmente aumentados. Bastará consultar as revistas da
especialidade, para nos apercebermos do elevado número de novos
12
constituintes isolados, dos estudos farmacológicos e das referências aos
mecanismos que envolvem a bioformação desses constituintes no vegetal.
Mesmo tendo em conta toda a investigação até agora realizada, esta
acaba por ser uma pequena parte do que, até ao momento, ainda está por
fazer, já que é grande o número de plantas aromáticas ainda não estudadas,
tanto no sentido de uma utilização directa, como da obtenção de novos
constituintes activos, ou, muito simplesmente, de novas moléculas que
possam servir para preparar por semi-síntese compostos
farmacologicamente activos.
É certo que, a nível mundial, algumas das espécies ainda não
investigadas, química e farmacologicamente, pertencem ao arsenal
fitoterapêutico, que o homem utilizou, muitas vezes, com bons resultados.
Tais medicamentos de uso popular variam, como é lógico, de acordo com a
flora existente numa determinada região climática, e cujo estudo é possível
fazer-se, ainda hoje, nas sociedades contemporâneas mais ou menos
primitivas. Tem de se pensar, que essas colecções de plantas aromáticas
tradicionalmente experimentadas no homem, hão-de conter seguramente,
algum aspecto digno de posterior investigação, não devendo, por isso,
serem postas de lado como inúteis.
A ocidentalização de muitas destas populações e o risco eminente da
perda total de tais conhecimentos empíricos, conferem ao seu registo o
estatuto de necessidade urgente. Veja-se o que se está a passar em diversas
regiões do globo, onde a rápida mudança do modo de vida de sociedades
rurais está a fazer desaparecer a sua medicina popular, que se apoia, quase
sempre, em floras muito importantes.
Países como a China, a Coreia do Norte, o Japão e países africanos,
têm feito um esforço significativo, na investigação de plantas de uso
tradicional, o que tem conduzido a resultados de alto interesse sob o ponto
de vista terapêutico e evitado a perda dessa informação.
Por outro lado, a forma alarmante como se processa, em certas
regiões, o extermínio de espécies vegetais, mesmo antes de serem
investigadas química e farmacologicamente, justifica que se conceda
prioridade a tais estudos. Vários investigadores têm feito importantes
revisões sobre o uso medicinal e efeitos tóxicos de plantas, por populações
não ocidentalizadas.
Ainda que a medicina ocidental esteja, essencialmente, orientada
para o sistema alopático, há outros métodos terapêuticos, de importância
mundial, que empregam também plantas aromáticas no tratamento das
doenças. Na maior parte dos casos, a filosofia geral em que os ditos
sistemas se baseiam, difere, significativamente, do alopático, ao fazerem
apêlo a outros efeitos não considerados na medicina clássica. É um facto
indiscutível o interesse que o mundo ocidental, principalmente nas últimas
décadas, tem vindo a mostrar pelo uso das plantas aromáticas, dos
13
respectivos extractos na terapêutica e dos óleos essenciais, constituindo, em
certas circunstâncias, uma ajuda nos cuidados primários de saúde e um
excelente complemento terapêutico, compatível com a medicina clássica.
No caso dos óleos essenciais a sua utilização tanto por via externa como
interna tem vindo a aumentar, constituindo hoje a aromaterapia um ramo da
terapêutica em desenvolvimento.
O incremento que nas últimas décadas os medicamentos com plantas
aromáticas ou com os seus óleos essenciais tiveram, foi fruto de uma
investigação cada vez maior. Esta garante, para além da qualidade dos
produtos usados e do modo de preparação do medicamento, a segurança
em relação a efeitos tóxicos, o conhecimentos de efeitos secundários, de
interacções, de contra-indicações, da mutagenidade, etc. e, também, a
existência de ensaios farmacológicos e experimentação clínica que
demonstrem eficácia para este tipo de medicamentos.
Capítulo do livro “Plantas Aromáticas em Portugal – Caracterização e
Utilizações”
A. Proença da Cunha, José Alves Ribeiro e Odete Rodrigues Roque
Ed. Fundação Calouste Gulbenkian - Lisboa (2007).
http://antoniopcunha.com.sapo.pt